As linhas de pesquisa do curso de Jornalismo organizam e orientam os projetos acadêmicos, pesquisas e Trabalhos de Conclusão de Curso – sejam monografias, artigos ou projetos práticos experimentais -, refletindo os principais eixos conceituais, criativos e estratégicos da formação.
Jornalismo, esporte e cultura
Propõe uma análise profunda de como o esporte atua como um fenômeno cultural e social mediado pelo jornalismo. O esporte é compreendido como um microcosmo da sociedade, refletindo e tensionando questões complexas de identidade nacional, gênero, raça, política e economia. Nesse contexto, o jornalismo esportivo é estudado como um construtor de narrativas e mitos, influenciando diretamente a forma como o público consome e compreende as práticas esportivas. Os estudos nesta área podem se debruçar sobre a sociologia do esporte na mídia tradicional e/ou digital, analisando como o jornalismo retrata questões de racismo, machismo e inclusão, além de investigar a cobertura de megaeventos e seus impactos socioeconômicos e políticos. Outros focos importantes incluem o papel da imprensa na construção, manutenção ou destruição da imagem de ídolos de alto rendimento, bem como a relação simbiótica entre a mídia esportiva, as torcidas organizadas e a cultura de fãs.
Jornalismo e tecnologias de informação e comunicação
Investiga as profundas transformações estruturais que as inovações tecnológicas impõem às rotinas produtivas, aos formatos e à circulação da notícia. Com a digitalização, o jornalismo deixou de ser um modelo de comunicação unilateral para se tornar um ecossistema interativo e em rede. A pesquisa aqui foca em como algoritmos, inteligência artificial, redes sociais e dispositivos móveis estão reconfigurando a profissão em todas as suas etapas, desde a apuração até a relação com a audiência e os modelos de negócios. O campo é essencial para analisar o avanço do jornalismo de dados e o uso de automação na redação de notícias, sendo também um espaço crucial para o estudo da desinformação e do papel das tecnologias na propagação de notícias falsas, o que exige o aprimoramento constante das ferramentas de checagem de fatos. Além disso, a linha abrange o estudo de novas narrativas digitais em diversas plataformas e as dinâmicas da economia da atenção, incluindo os novos modelos de financiamento e a dependência das grandes empresas de tecnologia para a distribuição de conteúdo.
Jornalismo Audiovisual
Focada na linguagem do som e da imagem em movimento, esta linha de pesquisa analisa a produção, a estética e a narrativa construídas por meio do telejornalismo, radiojornalismo, documentários e das novas mídias audiovisuais digitais. O estudo busca compreender como a combinação de recursos visuais e sonoros constrói o sentido da notícia, engaja o espectador e documenta a realidade histórica e cotidiana. As investigações nesta área acompanham a evolução do telejornalismo, observando as mudanças na estética, nos cenários, na postura dos apresentadores e na interatividade com o público, tanto na TV aberta quanto na fechada. A pesquisa também abrange a revitalização do jornalismo em áudio na era dos podcasts e do consumo sob demanda, explorando novos formatos narrativos e imersivos. Outro ponto de destaque é o documentário jornalístico, que analisa a fronteira entre a investigação de fôlego e o cinema documental em plataformas de streaming. A área estuda, ainda, a produção audiovisual multiplataforma, englobando a criação de vídeos verticais, transmissões ao vivo e a constante adaptação da linguagem televisiva para as redes sociais.
